sábado, 11 de fevereiro de 2012

O cão danado tem várias cabeças!












Pessoal, acabei de ler uma reveladora reportagem da jornalista Marina Amaral, com o delegado aposentado Paulo Boncristhiano, que atuou no famigerado DOPS de São Paulo. Fiquei entre a estupefação e a nauséa. Aqui está o link  (http://apublica.org/2012/02/conversas-mr-dops/ ) para todos que frequentam este blog possam ler e entender o quanto  inumana, perversa, sádica e barbára foi a ditadura militar entre os anos 60, 70 e 80 no Brasil e que teve a colaboração de certos cidadãos travestidos vestais da moralidade e dos bons costumes de nossa chamada grande imprensa.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Eu quero ser pirateado!

 

 O meu amigo escritor Mauro Camargo me indicou este artigo que saiu no "Pensar Não Dói" e que vale a pena dar uma olhadela.

"A verdadeira razão do fechamento do Megaupload
Não se tratava de “combater a pirataria”. Todo mundo sabe que é impossível eliminar a pirataria e que ela será tão mais forte quanto mais abusivos forem os preços das mercadorias. A verdadeira razão para o fechamento do Megaupload é que ele estava prestes a lançar um modelo legal de negócios muito mais benéfico para os artistas e para o público que o monopólio das gravadoras. O “combate à pirataria” é apenas a fachada para garantir o fechamento do mercado nas mãos de (


um cartel) uma máfia multibilionária que não admite concorrência.

Fiquei sabendo disso graças à divulgação da informação original do TecMundo/Baixaki feita pelo blog Lacônico e Reticente do meu amigo Danilo LaGuardia . Confiram lá o artigo “Megaupload lançaria site para concorrer com gravadoras“.

Atualização poucas horas depois:

Mas nem tudo é má notícia: usuários do Megaupload devem processar o FBI devido aos prejuízos causados pela perda de arquivos pessoais. (Confiram o artigo do TecMundo clicando no link.)

Conforme seus autores “esta iniciativa é um ponto de partida para ajudar usuários de internet legítimos a se defenderem de abusos legais promovidos por aqueles que desejam trancar materiais culturais de forma agressiva para seu próprio ganho financeiro”.

Ainda bem que ainda tem gente disposta a lutar contra os abusos dos governos e das corporações deste mundo cão."

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 28/01/2012

sábado, 21 de janeiro de 2012

Carta aberta




 

 

 

 Carta aberta aos profissionais da indústria do livro



Por thkikuchi
Senhores(as) Escritores(as), Editores(as) e Profissionais do setor de livros
Pretendo aqui levantar questões muito simples, para refletirmos juntos sobre o futuro da indústria do livro. Pois vivemos um momento de mudanças de paradigmas e é preciso criar novas soluções para velhos problemas. Portanto, permita-me usar um método socrático de reflexão, por meio de perguntas bem dirigidas. Espero que elas lhes despertem dúvidas. Claro que vou expor aqui meu ponto de vista, mas o objetivo é o diálogo e o compartilhamento de ideias. Dito isso, vamos ao tema.

1. A indústria do livro no Brasil quer se associar a ações de censura? Ações que tentam impedir o livre acesso aos produtos culturais?

A
Lei Azeredo é isso! E setores empresariais do mercado editorial, por meio da ABDR, realizam uma forte pressão no Congresso Nacional para instaurar a censura na Internet brasileira e criminalizar os usuários que compartilharem arquivos digitais.

2. Será mesmo que essa é a melhor alternativa? Será mesmo que basta dizer, "pirataria é crime" e pronto, tudo se resolve?

Cidadãos comuns do mundo inteiro e inúmeras empresas ponto com se mobilizaram antes de ontem, dia 18/01/2012, contra os projetos de Lei dos EUA: SOPA e PIPA. Estes projetos de Lei visam criminalizar e censurar sites e usuários que disponibilizarem arquivos protegidos pelas LDAs (Leis de Direitos Autorais) na Internet.

Ocorre que, ontem, mesmo sem ter o SOPA aprovado no Congresso Americano, o FBI tirou do ar um dos maiores sites de compartilhamento de arquivo do mundo, o Megaupload; e prendeu o dono do site! O que foi no mínimo arbitrário, já que ainda não existe legislação suficiente para isso. Agindo desta forma, o governo dos EUA ignorou o apelo mundial contra o SOPA, o PIPA e a Censura na Internet.

Em resposta à ação arbitrária dos EUA, um grupo internacional de ativistas que se nomearam como "Anonymous" iniciou uma ação global de retaliação, chamada #opMegaupload. Esta ação foi acompanhada e apoiada, em tempo real, por milhões de pessoas ao redor do mundo, por meio da Internet e das redes sociais (o #opMegaupload esteve no trends topics do Twitter Mundial. É isso mesmo, Mundial!). O que os "Anonymous" fizeram? Eles derrubaram os sites da Warner Music, da Casa Branca, da Justiça dos EUA, do FBI, entre outros.

Apesar de alguns pouquíssimos textos publicados hoje pela imprensa tradicional não deixarem claro qual a motivação destes ativistas e nem o sucesso obtido por eles na derrubada dos sites de instituições como: do FBI e da Casa Branca, a verdade é que obtiveram sucesso, sim! Quem estava on-line na noite de ontem, 19/01/2012, no Twitter, pôde comprovar que os sites do governo norte-americano caíram. (ver matéria sobre o tema em
http://www.huffingtonpost.com/2012/01/19/anonymous-megaupload_n_1217418.html

Dito tudo isso, volto à pergunta:

A indústria do livro deseja se associar aos censores?

3. Deseja ter sua marca manchada, como ocorre com a Warner Music? Ou como a Disney? Sim, as marcas sofreram grande desgaste, porque essas empresas insistem em ir contra os interesses da sociedade. Vale a pena?

4. Não há como criar soluções que integrem o interesse público e o interesse privado?

Claro que há!!!!! É disso que venho falando há algum tempo (ver textos
aqui), mas com uma repercussão pequena no meio editorial. Vamos aprender com os erros da indústria fonográfica e cinematográfica! Vamos criar alternativas que integrem os desejos da sociedade. Vamos criar soluções que respeitem o leitor e que permitam a livre circulação do conhecimento.

5. Estou disposta a pensar em soluções! Quem quer participar?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Giana Cervi e sua Cirandinha



Pessoal, outro dia, retornando a Itajaí, encontrei uma pessoa queridíssima de todos os Itajaienses e minha em particular: Giana Cervi. Fazia tempo que não nos encontrávamos e ao receber dela uma carona até o centro da city peixeira, recebi também um presente: um DVD com o show Cirandinha. Um presentão! Não demorou e lá estava a minha pessoa embasbacada em frente a TV com a performance no palco e com a voz maviosa da Gi. O DVD ficou um brinco. Produzido pelos também queridos, Lallo Bochino e seu papi, Beto, está profissionalmente bem realizado, fazendo jus à personagem principal do mesmo.

Parabéns a todos que colaboraram com a realização do DVD e, claro, com belo show.

Confiram aqui neste post e, por favor, comprem!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Letra morta e água chilra


















Um amigo me passou esta mensagem e eu a repasso para vocês. Precisamos repensar o que queremos da vida e em que mundo queremos viver.


Natalmente crônica
Vai o ano correndo manso entre noites e dias, entre nuvens e sol, e quando mal nos precatamos, chegamos ao fim, e é natal. Para incréus empedernidos como eu sou, o caso não tem assim tanta importância: é mais uma das trezentas mil datas assinaladas de que se servem inteligentemente as religiões para aferventar crenças que no passar do tempo se tornariam letra morta e água chilra. Mas o natal (tal como as primeiras andorinhas, o carnaval, o começo das aulas, e outras efemérides do estilo) está sempre à coca da atenção ou da penúria do cronista, para que se repitam, pela bilionésima vez na história da imprensa, as banalidades da ocasião: a paz na terra aos homens de boa vontade, a família, o bolo-rei, a mensagem evangélica, o ramo de azevinho, o Menino Jesus nas palhinhas, etc. etc. E o cronista, que no fundo é um pobre diabo a quem ás vezes falta o assunto, não resiste à conspiração sentimental da quadra, e bota a fala de circunstância.
Acontece porém que tenho fortes razões para não estar de bons humores, o que me permite esquivar-me desta vez, se alguma outra caí em tão ingênua fraqueza, ao jogo cúmplice do amplexo universal. De mais sei eu que na enfiada de abraços há sempre os que apertam e os que são apertados. De mais sei eu que a confiança é, em muitos casos, a armadilha que a nós próprios armamos, e para ela é que os outros nos empurram, sorrindo. Por isso, esta crônica de natal não vai passar do fala-falando que é a minha única voz possível quando haveria lugar para gritos. Mas o leitor também lá tem a sua vida, quem sabe se dura e difícil, e não há de aceitar que eu lhe agrave as amarguras. Desculpe o desabafo.
José Saramago
In A bagagem do viajante.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Por onde andará o Sarau Benedito?



Pessoas, recebi um vídeo através do poeta Ricardo Cabús, da bela e quente Maceió, AL. Me deu uma dor no coração, pois lembrei do saudoso Sarau Benedito. Por onde andará aquele sarau tão significativo para a cultura da cidade de Itajaí? Não, não, eu sei onde ele se encontra, mas gostaria de ouvir e ler de seus criadores e adeptos suas opiniões sobre seu paradeiro.

Louvo iniciativas como as do pessoal do Papel no Varal, (http://youtu.be/1fl6ZDWoRVg) que fazem da sociedade maceioense um bom exemplo para o resto do Brasil.Mostrando que discutir cultura rodeado de bons amigos e poesias, é uma necessidade como comer, tomar banho, fazer sexo, vestir uma cueca (ou calcinha) limpa ou beber água - neste caso não muita em se trantrando deste que vos escreve, prefiro destilados e afins! hehehe . Então só nos resta morrer de saudade e inveja, pois

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Pimenta no c...dos outros é refresco, Zé!













Pessoal, quem quiser ler um capítulo do livro é só entrar aqui:  http://migre.me/777aD , mas antes leia a matéria abaixo.
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Entrevista exclusiva
Amaury Ribeiro Jr. explica: “os tentáculos da privatização levam a José Serra”- Amaury: "está tudo documentado"publicada sexta-feira, 09/12/2011 às 11:39 e atualizada sexta-feira, 09/12/2011 às 12:18 - Escrevinhador
por Rodrigo Vianna

Amaury Ribeiro Jr. estava agitado na noite de quarta-feira. Não era pra menos: depois de mais de um ano de trabalho (só pra redigir, porque a apuração começara muito antes), o livro sobra a “Privataria Tucana” finalmente saíra da gráfica. Havia marcado de conversar com ele à tarde. Mas Amaury teve que correr até a editora, para alguns acertos finais e pequenas correções.

Quando entrei na pequena sala onde ele trabalha, por volta das seis da tarde, Amaury tinha já vários livros sobre a mesa. A cada pergunta que eu fazia, ele corria direto para a página onde estava o documento que poderia embasar sua resposta. “O livro está muito bem documentado”, o jornalista não cansa de dizer.
E o Serra? “Os tentáculos da privatização levam ao José Serra”, afirma o jornalista.

A seguir, uma entrevista exclusiva de Amaury Ribeiro Jr. ao Escrevinhador…

- Por que Ricardo Sergio (ex-caixa de FHC e Serra) é tão importante nessa história?
Por 3 motivos.

Primeiro, na condição de diretor internacional do Banco do Brasil, ele assinou uma portaria que permitia a bancos brasileiros possuir contas em bancos correlatos no Paraguai, e vice versa. Essa medida tinha como pretexto facilitar a movimentação de dinheiro dos brasileiros que possuem comércio no Paraguai. No entanto, se transformou no maior duto para lavagem de dinheiro. Em vez do dinheiro vir para o Brasil, os doleiros passarama a usar esse mecanismo pra mandar toda a grana para uma agência do Banestado em Nova York. Pode-se dizer que Ricardo Sérgio atuou nessa ponta da lavanderia do Banestado.

Segundo ponto, Ricardo Sergio foi o grande artesão dos consórcios das empresas de telecomunicações durante as privatizações, no governo FHC. Ele conseguia manipular a formação dos grupos porque controlava o Previ (milionário Fundo de Previdência dos funcionários do Banco do Brasil), e decidia a forma como o Previ participaria dos consórcios. Ele conseguia isso porque o presidente do Fundo era um aliado dele – João Bosco Madeiro da Costa.

Por fim, Ricardo Sérgio criou a metodologia de usar as “offshores” nas Ilhas Virgen Britânicas, principalmente no Citco. Essas “offshores” eram usadas pra internar [trazer de volta ao Brasil] dinheiro que saiu ilegalmente do país, por meio de uma rede de doleiros.

- Ricardo Sergio foi indicado para o Banco do Brasil por quem?

Clovis Carvalho, homem muito próximo de FHC (foi ministro da Casa Civil) e Serra.

- O livro mostra uma rede de pessoas muito próximas a Serra e que teriam ligação com o esquema das “offshores”. Quem faz parte dessa rede?

A filha de Serra, Verônica. O genro dele, Alexandre Bourgeois. O primo de Serra, Gregorio Marin Preciado. Além de Madeiro da Costa.

- Qual a relação do banqueiro Daniel Dantas com Serra?

Os documentos mostram que a empresa Decidir, aberta na Flórida,era uma sociedade entre a irmã do banqueiro e a filha de Serra – as duas Verônicas. A empresa foi aberta com recursos das próprias empresas de Dantas. Depois, a Decidir foi transferida para as Ilhas Virgens Britânicas, no mesmo escritório da Citco onde Ricardo Sérgio opera com várias “offshores”, desde a década de 80. A exemplo das empresas de Ricardo Sergio, as offshores de Verônica e Alexandre Bourgeois eram usadas pra internar dinheiro em empresas deles no Brasil.

- Isso está provado por documentos?

Sim. Tudo está documentado, papéis obtidos de forma lícita em cartórios , na Junta Comercial, nos arquivos da Justiça brasileira e no governo da Florida, além de papéis obtidos nas Ilhas Virgens.

- No governo tucano, Serra era tido como um “desenvolvimentista”, em oposição aos “liberais” que queriam privatizar tudo. Sua investigação mostra que Serra foi mesmo um personagem secundário nas privatizações?

Não, ao contrário. Todos os personagens importantes na privatização eram muito proximos a Serra, a começar pelo Ricardo Sérgio, que foi caixa de campanha do Serra antes de ir para o Banco do Brasil. Isso mostra que Serra era um personagem central no processo, não era figura secundária, aliás ele fez questão de bater o martelo pessoalmente em mais de um leilão . Se fizermos um gráfico com as pessoas citadas no livro, vemos que os tentáculos da privatização levam ao José Serra. O nome dele aparece em poucos documentos, mas nos papéis surge gente muito próxima ao Serra – a filha, o genro, o Ricardo Sérgio…

- Ano passado você virou pivô de um escândalo durante a campanha. Não tem medo de retaliações agora?

Fui colocado no foco das eleições, com dois objetivos: evitar que os papéis desse livro fossem divulgados e afetar a candidatura da atual presidenta Dilma. Mas o livro está aí para provar que nenhum desses papéis é fruto da suposta quebra de sigilo de que fui acusado no ano passado. Quanto a retaliações, estou preparado pra tudo, e aviso: tudo que relato no livro está muito bem documentado.